domingo, 9 de junho de 2013

O passeio pedestre da IV Feira


Apetece ficar pelas margens da ribeira, nestes tempos primaveris, na frescura das suas sombras, enquanto nos encantamos com os cantares de pintassilgos, rouxinóis e outros pequenos seres de algumas gramas. Por isso, é uma excelente notícia a possível concretização do projeto da Rota da Senhora da Orada, que ficou adiado aquando da criação da Rota da Gardunha, pelo Geoparque NaturTejo, devido ao incêndio que na altura reduzira a cinzas as encostas do vale.

O passeio pedestre deste ano aventura-se pela ribeira abaixo. Partimos da Praça, pela Estrada Nova, até ao Alto da Fábrica. O ideal seria descer para o Casal do Pisco e seguir para o paredão da barragem, pelas margens (não há caminho), mas este ano a barragem está plena e a água chega aos matos e pinheiros. Não se consegue passar e por isso continuamos pela estrada de alcatrão. Paramos na fábrica e depois na lagariça, vestígios de outros tempos. Depois vamos até à barragem e dali para a estação de tratamento das águas, sempre ao longo da ribeira até à antiga casa do Padre José Sarafana, agora em recuperação.
Dali subimos para as Vinhas e visitamos o antiquíssimo poço das Vinhas do Poço. Continuamos para o Valouro e o Ribeiro da Ordem. Avistamos o sítio onde existiu durante séculos a capela de Santa Bárbara e retrocedemos, sempre pelo caminho que os nossos antepassados usavam para ir a Castelo Branco.
Passamos por locais onde tem aparecido muito material arqueológico da civilização romana (em exposição no GEGA) e tomamos a estrada romana, rumo à Fonte da Portela que durante séculos matou a sede a viajantes e suas bestas. Depois retomamos a Estrada Nova e regressamos.
Levar água e chapéu. Colocar protetor solar antes de sair de casa. Não se atrasem, pois convém-nos começar a horas, para evitarmos um regresso tardio, com calor.

José Teodoro Prata

sábado, 8 de junho de 2013

Seara de centeio


É uma seara como já não se vê. O centeio mede 1,50 a 1,60 m, excelente para fazer nagalhos.
O dono quer ceifar à maneira antiga: primeiro corta-o à altura de um metro, para recolher a espiga e malhá-lo, e depois ceifa rente ao chão, pois tem boa erva, para as ovelhas.
O agricultor é o Inácio Pereira dos Santos e a seara situa-se na Tapada da Dona Úrsula.



José Teodoro Prata

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Piscina

Anda grande azáfama, para os lados de São Francisco.
A Junta/Câmara comprou o pedaço da Quinta Nova frente ao posto da GNR.
Mesmo na esquina, está a ser construído o futuro posto desta corporação policial.
Logo a seguir, em direção ao Calvário, situar-se-á a piscina. Os balneários parecem ser mesmo nas traseiras do Calvário, com entrada pela rua de São Francisco, um pouco antes de chegar à capela.
Melhoramentos de vulto!


Posto da GNR


 Piscina


Balneários da Piscina

José Teodoro Prata
Fotografias de Dário Inês

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Procissão do Corpo de Deus

No passado domingo, por já não ser feriado.


Rosas e pétalas desfolhadas


Pela rua abaixo


Pálio do Corpo de Deus


Banda Vicentina
Luzita Candeias

terça-feira, 4 de junho de 2013

Dia da Criança na Praça



Fotos tiradas do facebook do Pedro Duarte

Dário Inês

domingo, 2 de junho de 2013

Cerejas

Este ano estão atrasadas cerca de uma semana. Ontem comprei-as no Chão da Bica e já estão madurinhas e doces, mas nas outras zonas menos abrigadas ainda não estão boas.
Como já referira aqui, o frio da Semana Santa fez estragos. Algumas variedades mais sensíveis não têm quase nada, sobretudo as que estavam em plena floração ou no fim dela, nos dias do frio.

José Teodoro Prata
Foto de M. L. Ferreira

sábado, 1 de junho de 2013

A propósito do Dia da Criança

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo, por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha quebrado o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode-nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho - Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.
Albert Einstein

Ouvi esta história há muito tempo e, a propósito de “coisas” sobre crianças, reencontrei-a agora na internet (a par das Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian, a internet foi uma das melhores invenções dos nossos tempos).
É uma história tão simples e com uma mensagem tão clara que não necessita de qualquer comentário. No entanto gostaria de dizer que oxalá todas as crianças encontrassem, ao longo do seu caminho, alguém que acreditasse nas suas capacidades e as incentivasse a ir sempre mais além!
Eu tive o privilégio de ter tido a Dona Teresinha como professora na 3ª e 4ª classe. A ela, que acreditou sempre em mim, devo muito do que sou…

M. L. Ferreira


Algumas crianças de S. Vicente da Beira, cerca de 1966, à frente da música, como era costume.
Fotógrafo desconhecido.