Já se sabe que as cocós são chocadeiras naturais, pois dispensam eletricidade e outras mordomias. Em cada três meses, tiram uma ninhada de pintos, quatro por ano: num mês põem ovos, no outro chocam e no último tratam das crias; depois retomam o ciclo.
Enxidros era a antiga designação do espaço baldio da encosta da Gardunha acima da vila de São Vicente da Beira. A viver aqui ou lá longe, todos continuamos presos a este chão pelo cordão umbilical. Dos Enxidros é um espaço de divulgação das coisas da nossa freguesia. Visitem-nos e enviem a vossa colaboração para teodoroprata@gmail.com
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Mãezona
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Ti Miguel Jerónimo
A Jú Jerónimo que me
perdoe, mas não resisti a esta foto que ela publicou no facebook. O janota é o pai dela, Miguel Jerónimo, parente
materno do meu pai.
Ele morava
lá longe, do outro lado da ribeira, mas tinha uma horta na Barroca, que
delimitava por cima com o Cabeço do Pisco e é agora da neta Ana.
No tempo bom,
ele e a mulher, a ti Laurentina, passavam uma ou duas vezes por semana na
Tapada onde nasci e cresci. O ti Miguel mais sereno, a tia Laurentina mais
conversadora. Vinham sempre com um burrito, um pequeno rebanho de cabras e um
ou dois cães, desses rafeiros de porte mediano.
O ti Miguel
trazia normalmente o casaco pendurado num só ombro, o que deveras me intrigava,
pois não conhecia ninguém que o usasse assim.
Numa manhã,
passou logo cedo para cima, perguntando-nos se tínhamos encontrado um casaco
que ele perdera na véspera. Voltou pouco depois com o casaco e o cão.
Contou-nos que encontrara o casaco caído no caminho já perto da Barroca e o cão
deitado em cima dele. Ele não dera por deixar cair o casaco, mas o cão vira e
ficou a guardá-lo até o dono voltar!
Em 2016, publiquei no livro “Dos Enxidros aos Casais” uma história sobre ir ao mato para fazer as camas dos animais. A parte que se segue é dedicada ao Ti Miguel:
«O mato mais
abundante era a carqueja, mas magoava os animais, sobretudo no tempo seco,
quando está mais áspera. A cama nova da furda era nova por poucos minutos. O
porco fossava tudo e abria túneis, na sua função de porco e à procura de abrigo
das picadelas das moscas. Saía de lá todo riscado de vermelho.
Por isso íamos à carqueja debaixo dos pinheiros, onde era mais macia e mais
alta.
Os pinheiros
eram os da senhora Maria José Afonsa.
Sabíamos que lá não podíamos cortar, pois, uma vez por ano, em setembro, ela
vinha com um carro de bois e pessoal, a buscar mato para o quintal, por detrás
da sua casa no Cimo de Vila. Quem lhe guardava o mato era o ti Miguel da ti Laurentina que tinha a horta em frente, do outro lado do
barroco. Mas ele morava no Casal do Baraçal e por isso bastava pormo-nos à
escuta de sons de cabras ou chamamentos de gente.
Um dia, ele surpreendeu-nos, a mim e aos meus primos. Aproximou-se silencioso,
podão na mão e casaco pendurado num só ombro, como o trazia sempre. Dera a
volta ao barroco, por cima. Disse-nos o que já sabíamos e ofereceu-nos o seu
mato, junto ao Cabeço do Pisco, sempre que precisássemos. Mas deixou-nos levar
os molhos, porque era um homem bom.»
Nota: Há um
ditado popular africano que diz ser preciso toda uma aldeia para educar uma
criança. Este caso que aconteceu na minha infância partilha da mesma sabedoria.
O ti Miguel podia ter ralhado connosco. Em vez disso, falou-nos com toda a calma,
apenas nos pedindo que não cortássemos o mato ali, mas oferecendo-nos o seu. Se
nos tivesse ralhado, teríamos provavelmente continuado ali a cortar mato e começado
a ir ao mato dele. Assim, ficámos envergonhados e nunca mais ali voltámos, nem
fomos ao dele.
Jjosé Teodoro Prata
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Zona Especial de Conservação (ZEC) da Serra da Gardunha
A área da ZEC está delimitada pela linha vermelha. A parte ponteada a lilás é a área protegida já existente. Concluo que todo o vale da ribeira, até à Orada, isto é, a zona agrícola, ficou fora da ZEC. Esta começa onde se inicia a floresta, nas zonas mais altas.
Há muita informação na net sobre a ZEC da Gardunha.
Ainda não percebi, nem aceito, que a parte a oeste da Paradanta não seja considerada integrante da Gardunha, por um lado, e por outro que não tenha sido integrada na ZEC.
A este, a ZEC termina na extremidade da serra, a este de Vale de Prazeres e do Alcaide.
José Teodoro Prata
Acrescento de 08-02:
Informa-me a net que a Gardunha tem 20 km de comprimento e, pelas povoações incluídas, termina na Portela da Paradanta. Por isso a ZEC e a anterior Paisagem Protegida Reginal da serra da Gardunha terminam na Paradanta. Penso que é mais um limite político-administrativo do que geográfico. Mas, vencido, embora não convencido, aqui deixo a retificação.
José Teodoro Prata
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
E estes?
Foto tirada da página do facebook da Nelita Rodrigues. Fotografada no Café da Tomázia, propriedade dos pais da Nelita.
Quem são eles?
Da esquerda para a direita:
António José, Manuel Candeias, José da Silva, José Ramalho e João Afonso.
José Teodoro Prata
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
O Mártir São Vicente
António Lopes Pires Nunes solicitou a Joaquim Batista a
publicação, no Facebook, deste texto e fotos alusivas à Comemoração dos 1700
anos do Martírio de S. Vicente, ocorrida em S. Vicente da Beira (concelho de
Castelo Branco)
«Em 23 de Janeiro do 2005, ocorreram em S. Vicente da Beira
as Comemorações dos 1700 anos do Martírio de S. Vicente.
Da “Pequena Lisboa” chegou-me um convite para elaborar um
pequeno livro evocativo, que aceitei muito honrado. Naturalmente coube-me a sua
apresentação marcada para um domingo na Igreja Matriz, durante a Missa.
Não esperava uma apresentação tão solene. Chamado que fui ao
púlpito pelo saudoso Revº. Padre Branco, tive que improvisar a palestra pois o
local exigia mais do que eu levava preparado. Como se sabe S. Vicente foi
pregado numa cruz em aspa (em forma de X), também conhecida por Cruz de S.
André, onde foi atado, enquanto era raspado com uma gadanha.
Passada a surpresa e como levava escritas as palavras do
carrasco “(…). Que é que dizes Vicente. Onde é que imaginavas ver o teu corpo
já digno de dó (…)” e a resposta de Vicente, já movido pela força divina “… foi
isto que eu sempre escolhi e desejei, acima de todas as ambições”. Eis que já
me encaminho para o alto, e, superior às ambições deste mundo, desprezo os teus
próprios princípios”.
Com estas palavras na mão e com o que sabia da morte de
Cristo, foi-me fácil, passada a surpresa improvisar. Devo tê-lo feito bem pois
o Padre Branco, paramentado, chegou-se ao microfone e disse: “ Hoje a homília
está feita pelo Ten. Coronel Pires Nunes”.
Não sei se isto é canónico, se é usual e se há mais gente que
já fez uma homília na Santa Missa, mas a verdade é que o facto marcou-me.
Segundo a lenda o corpo do Santo, encontrado no Cabo S.
Vicente, foi levado para Lisboa numa barca com dois corvos, um na popa e outro
na proa, depositado na desaparecida Igreja de Santa Justa e fez de S. Vicente o
Padroeiro da cidade. De acordo com o cronista Duarte Galvão, em 25 ou 26 de
Setembro de 1173, ocorreu a transladação para a Sé de Lisboa, onde se encontra.
Nesse dia estavam em Lisboa acidentalmente os habitantes de
uma nascente povoação da Beira que a ofereceram ao Rei Conquistador, no âmbito
da Reconquista. Este, sensibilizado deu o nome a essa povoação de S. Vicente e
entregou-lhe parte do corpo do Santo.
Assim, nasce S. Vicente da Beira, com as mesmas armas de
Lisboa – a barca e os corvos -, razão do vicentino Hipólito Raposo a denominar
de “ Pequena Lisboa”.»
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Mulheres - As conquistas de Abril
Na sequência dos comentários à publicação anterior, a Libânia pediu-me a publicação deste vídeo:
https://youtu.be/mTXRXddDuvY?si=5b8C2RIsY8Dv5A13
José Teodoro Prata
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Presidenciais, 2026 (18-01) - Resultados
Da esquerda para a direita: todo Nacional / Concelho CB / Freguesia São Vicente. Dia 8 de fevereiro há mais.
António Seguro: 31,11 / 38,49 / 36,93
André Ventura: 23,52 / 25,18 / 26,14
Cotrim de Figueiredo: 16,00 / 12,81 / 5,49
Gouveia e Melo: 12,32 / 11,77 / 15,53
Marques Mendes: 11,30 / 7,69 / 12,50
José Teodoro Prata
sábado, 17 de janeiro de 2026
Conhecem?
Foto do casamento dos meus primos Tó e Santita, em Fátima, talvez em 1975. Oferta da Santita, a quem agradeço.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Os pais de Maria de Lourdes Hortas
Foto tirada da página facebook de Maria de Lurdes Hortas. A foto data do ano em que a mãe completou 60 anos. O marido foi o Hortas da farmácia da Rua do Beco.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Dente-de-leão
Dizem que as folhas de dente-de-leão são comestíveis, mas
nunca provei. Aliás, há uma infinidade de plantas comestíveis que não comemos.
Um dia, vi um programa na TV em que a guia disse aos participantes, ao entrarem
num campo verde: Cuidado, estão a pisar o supermercado!
Quando era criança, por este tempo e por toda a primavera, a
minha mãe mandava-me com uma cesta e uma faca procurar dentes-de-leão para dar
ao porco. Acabei de ver na net um saco de folhas secas de dente-de-leão, de
200g, para infusão, à venda por 10,06 euros!
Mas voltando às plantas comestíveis que não consumimos. Cerca
de 1970, o meu pai, emigrado em França, a trabalhar numa oficina de pedra numa
região campestre dos arredores de Limoges, chegou com a novidade de se poder
comer meruje. Ora disso tínhamos nós muito, no ribeiro e nos lameiros das
Lajes. Comemos nesse inverno (nesse tempo, os emigrantes vinham a casa no
inverno), mas não vingou. Também foi ele que nos deu a conhecer o alho-porro
e o hábito se o comer, em vários pratos.
José Teodoro Prata
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Enxotar o ano velho!
UMA PASSAGEM DE ANO NO SÉCULO PASSADO
Maria de Lourdes Hortas
Enquanto as lembranças do Natal da infância permanecem bem
acesas na minha memória, as do Ano Novo escondem-se, quase insignificantes. A
meia-noite era tarde demais para meninas ficarem acordadas e justamente nessa
hora o Ano Velho se despedia, partindo, sabe-se lá para onde, e logo chegava o
outro, bem novinho, e na minha imaginação de menina podia ver o velhinho curvo
subindo a serra, resfolegando, e o ano bebezinho envolto em cueiros despencando
do céu...
Na verdade, só me lembro da última passagem de ano da minha
família na casa da rua do Convento.
Foi a de 1949 para 1950.
Naquela noite de 31 de dezembro, a seguir ao jantar, minha
avó e as meninas que trabalhavam lá em casa começaram um grande rebuliço para
os lados da cozinha, azáfama e barulheira, a tirar as tampas das panelas e
levá-las todas para uma pequena mesa da sala de estar, ritual aparentemente
inexplicável, mas que depois se veio a saber para o que seria...
Houve a seguir um arrastar de cadeiras, na mesma salinha,
todas a postos para subirmos nelas, dizia a organizadora, que era Vovó
Guilhermina, sempre ela, comandando as festas. Eu não tirava os olhos do
relógio, que caminhava em passinhos de tartaruga. Ansiosa, alguma coisa se
mexia na minha barriga, acho que fome: - Vovó posso comer um bolo? Espera,
querida, deixa vir o ano novo e então comemos... posso jurar que, na mesa
recém-posta, havia bolo de azeite, cavacas e biscoitos e talvez uma bandeja de
filhoses do Natal, além de tacinhas com figos secos e nozes, uma garrafa de
vinho do Porto, as chávenas, depois viria o chá, mas o bendito relógio não
avançava, passos de preguiça, onze e meia, sem pressa, onze e trinta e cinco,
sonolento, pé-ante-pé, dez para a meia-noite...
Frio... A braseira já esmorecendo...alguém a atiçava. Tinham
que estar bem vivas as brasas para o ano novinho se aquecer... e eu já me
encostava no colo do meu pai, cochilando, enquanto Maninha desabava na grande
cadeira de braços... isso sou eu que estou inventando, para matar o tempo e
para trazer para aqui aquela cadeira tão linda, tenho uma foto de menina
sentada nela, a cadeira que vovô Mateus fez...
Então despertei!
E agora sim, vai chegando a meia-noite minha gente, clamava
Vovó, rápido, todos a postos, menos de cinco minutos...descoberto o mistério
das tampas das panelas, cada um pegava duas, subia na sua cadeira e à
meia-noite em ponto todos bateriam com força, para enxotar o ano velho... Subia-se
para as cadeiras para o ano velho passar debaixo, arrastado, ou de gatas, não
sei...
Mas então Vovó Guilhermina viu que uma das cadeiras estava
vazia. Era a do Vovô Mateus! Ó homem de Deus, onde é que tu te meteste? Onde
foste, criatura? Alguém falou que o viu entrar na casa de banho...
O quê?
Todos riam e gritavam:
- Vovô! Vovô!.
- Senhor Mateus!
- Meu pai!
- Meu sogro!
- Ó homem, onde te meteste?
Mas ele saiu a tempo, serelépido: Psiu! Tenham calma, falta
um minuto!
E logo agarrou os últimos testos, assim se chamam as tampas
das panelas em Portugal, e todos começaram na grande barulheira, pandemónio na
verdade, para enxotar o ano velho e acordar o novo, trás, trás, trás, trás...
E assim entrou 1950. Para todos nós um ano de grandes
mudanças.
(in AS CASAS DO DESTINO, memórias. A publicar, em breve)
Notas:
Texto retirado da página do facebook da autora.
Para os mais jovens, informo que Maria de Lourdes Hortas é uma poetisa brasileira, nascida em São Vicente da Beria, filha do dono da farmácia da época, então situada na Rua do Beco, à direita de quem desce. A família habitava na rua do Convento, na casa em frente à do João Craveiro, onde durante perto de dois séculos viveu a família Pereira. A pequena Lourdes tinha 10 anos quando emigrou para o Brasil, com a família.
José Teodoro Prata
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Relação Câmara - Juntas de freguesia
Parece-me que a Câmara respondeu corretamente ao abandono da atitude de guerrilha constante, por parte do Sempre. Bem precisamos que as coisas melhorem!
José Teodoro Prata
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Requalificação da sede da Associação de Caça e Pesca ‘O Pisco’
A Câmara Municipal de Castelo
Branco procedeu à realização de obras de reabilitação numa parte do edifício da antiga
Escola Primária de São Vicente da Beira - atualmente utilizada pela Associação
de Caça e Pesca ‘O Pisco’ - com o objetivo de melhorar as condições de
conforto, funcionalidade e segurança do espaço.
A empreitada, que rondou os 41.600€ (quarenta e um mil e seiscentos euros),
incidiu, essencialmente, na reabilitação da zona do alpendre e na substituição
da caixilharia existente.
As soluções implementadas foram equacionadas com o intuito de melhorar as
condições de utilização do edifício, criando uma área mais resguardada e
contribuindo para a valorização e preservação deste equipamento comunitário.
No âmbito da intervenção, procedeu-se ao fecho dos vãos na zona do alpendre, com recurso a nova caixilharia, bem como à construção de uma cobertura que permite a circulação de pessoas entre edifícios.
Para a concretização da obra, foi necessária a construção de paredes em
alvenaria de tijolo, com acabamento em reboco areado fino e pintura na cor
branca, tendo sido criados novos vãos de porta e de janela.
Foi
igualmente executada uma estrutura de suporte para a colocação da cobertura,
revestida com telha idêntica à existente, permitindo o encerramento do espaço e
garantindo maior comodidade para os utentes da Associação.
No
que respeita à eficiência e conforto térmico, procedeu-se à substituição da
caixilharia antiga por uma mais recente, resultando num ganho significativo ao
nível do isolamento e do bem-estar no interior do edifício.
Complementarmente,
foram realizados trabalhos de pintura em vários elementos que necessitavam de
pequenas reparações, tanto no interior como no exterior do imóvel.
Declaração prévia: não pertenço a nenhum
grupo e ignoro se me costumam encaixar nalgum!
Esta obra da Câmara mereceu comentários
positivos no Facebook, a par das seguintes críticas:
- Os almoços da Associação podiam ser
realizados na Casa do Povo.
- Só se reabilitou o lado da Caça,
continuando o da Pesca muito degradado, precisamente onde se fazem análises,
que funciona como sede dos Bombeiros e ali decorrem algumas aulas da Universidade
Sénior.
- A Biblioteca Hipólito Raposo é gelada
no inverno e infiltra-se água pelas janelas.
- O ginásio e o parque infantil da Escola
Primária estão degradados.
Estive de “férias” das redes sociais,
mas, embora longe, de vez em quando refletia sobre a nossa realidade local.
Regressado, achei logo que esta polémica encaixa nas minhas reflexões, como uma
luva.
Infelizmente, penso que voltarei ao
assunto no futuro, mas agora só quero deixar o seguinte comentário: A nossa
freguesia anda um pouco à deriva, sem rei nem roque, como diz o provérbio. Cada
um puxa para seu lado, sem haver um planeamento de conjunto, que encontre
consensos e defina prioridades. A culpa é só nossa, dos vicentinos. Se não nos
entendemos, como queremos que os de fora nos entendam?
Nota: Não sou assim tão pessimista como o parágrafo acima pode fazer crer: nas outras terras é igual. Mas acho que estamos a passar um pouco das marcas...
José Teodoro Prata








