N O T
Í C I A S
SANTA
CASA DA MISERICÓRDIA
DE
SÃO
VICENTE DA BEIRA
Ensaios
para criação do Boletim Mensal da Santa Casa da Misericórdia de São Vicente da
Beira,
para serem publicados no facebook e no blog “Dos Enxidros”.
Redação:
Edifício do Lar – Largo de S Sebastião
6005 – 270 S. Vicente da Beira
Editorial
Tomaram posse no dia 9 de
janeiro de 2021, os novos Corpos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de S.
Vicente da Beira, com efeitos retrotraídos a 01 do mesmo mês e ano.
Fazem parte desses Órgãos as
seguintes pessoas:
Mesa da Assembleia Geral: José
Manuel dos Santos, Anabela Matias e Cassiano Luzio.
Mesa Administrativa: João
Maria dos Santos (Provedor), Adelino Costa, António Ribeiro, João Candeias, Pe.
José Manuel Figueiredo e Pedro Duarte.
Conselho Fiscal:
Francisco Gramunha Marques, José Barroso, Chantal Martins, António Rodrigues
Inês e João Maria Craveiro.
É sabido, desde os bancos de
escola, que a Misericórdia de Lisboa foi fundada pela rainha D. Leonor, mulher
de D. João II, o Príncipe Perfeito, no ano de 1498. A partir dessa fundação, as
Misericórdias espalharam-se pelo País, entre elas a nossa! Os Hospitais das
Misericórdias foram, pode dizer-se, o melhor e mais próximo serviço de cuidados
de saúde em Portugal, antes do atual Serviço Nacional de Saúde do Estado.
A Santa Casa da Misericórdia
de S. Vicente da Beira (SCMSVB), nos termos do art.º 1º. do seu “COMPROMISSO” —
designação que, ao abrigo do art.º 68, nº. 2, do Dec. Lei 172-A/2014 de 14 de
novembro, se dá aos seus estatutos — veio a ser fundada em 1577.
Nesse “COMPROMISSO” se
estabelecem, nomeadamente, os princípios pelos quais se rege e os objetivos e
fins a alcançar.
A SCMSVB, é uma Associação
(Irmandade de Fiéis), reconhecida pelo Direito Canónico, vai para 5 séculos,
tem por fim a prática das Catorze Obras de Misericórdia, tanto Corporais como
Espirituais.
Tem também reconhecida a sua
personalidade jurídica pelo Direito Civil, com o estatuto de Instituição
Particular de Solidariedade Social (IPSS), nos termos das leis aplicáveis.
Acaba de ser realizada a
Assembleia Geral (AG) Ordinária da Irmandade (dia 14 de março último), onde foi
apresentada a situação geral da Instituição, mormente a financeira, onde,
naturalmente, avulta o Lar de Idosos, com o enorme volume de despesas que
implica e a que vem sendo cada vez mais difícil fazer frente, mesmo com
receitas próprias, subsídios do Estado e donativos particulares!
Para não alongar demasiado o
presente texto, apresentaremos, em breve, alguns dados mais concretos sobre
esta matéria.
Não só a Mesa Administrativa
que dirige os negócios gerais da Irmandade, mas também os outros Órgãos,
apresentaram-se nesta AG com muita disponibilidade e grande disposição para
enfrentar os problemas, tendo-se auto proposto o lema: “Estamos todos
empenhados e assumimos este nosso compromisso com trabalho, dedicação e
profissionalismo”.
Vamos, pois, deixá-los
trabalhar!
No entanto, cremos que na Vila
de S. Vicente da Beira e, podemos dizê-lo, no Povo Português ou, indo até mais
longe, no Género Humano, existe a vontade intrínseca da solidariedade para com
o próximo. Manifestações dessa solidariedade não faltam por todo o lado.
A este respeito, e no que
concerne à nossa Santa Casa, os novos Corpos Sociais, pese embora estejam ainda
no início do seu mandato, tiveram já oportunidade de comprovar a grande
generosidade das Pessoas e das Empresas. Porém, ainda restam muitos que dizem
que, nas democracias modernas, não é necessário ser-se solidário para com o
outro, porque o Estado já tem preocupações com os mais desfavorecidos.
Nada mais errado! Todos
sabemos que nunca será possível satisfazer as necessidades de todas as pessoas,
desde logo, as que sofrem, as que estão na fase final das suas vidas e, entre
elas, as que não dispõe de meios financeiros suficientes para proverem ao
mínimo das suas necessidades e bem-estar pessoal.
Bem sabemos das baixas
reformas que se praticam em Portugal. Dos milhares de cidadãos e cidadãs
portuguesas que recebem pensões na casa dos 200 ou 300 euros, alguns dos quais
no nosso próprio Lar de Idosos, que não são comparticipados pela Segurança
Social e em que a ajuda das famílias é também precária e insuficiente.
Dramas de sempre e de todos os
dias!
Está a aproximar-se a entrega
das declarações de IRS junto da Autoridade Tributária (AT). Queremos, pois,
apelar à boa vontade das pessoas em geral e dos Vicentinos e Familiares dos
Idosos do nosso Lar em particular, para que não deixem passar esta oportunidade
de ajuda.
Publicamos em anexo o modo de
“Consignação de IRS” para quem queira ajudar-nos
O nosso obrigado e até breve.
Nota: Este texto pode ser partilhado noutras páginas do facebook ou noutros blogs.
JOSÉ BARROSO
………
CONSIGNAÇÃO DO IRS
Na declaração do IRS, existe a
possibilidade, sem aumento de encargos para o contribuinte, autorizar que 0,5%
do valor liquidado do seu IRS possa reverter a favor de uma Instituição de
Solidariedade Social (IPSS).
Assim, vimos apelar para que
não deixe passar esta oportunidade de ajuda à Santa Casa da Misericórdia de S. Vicente da Beira.
A adesão à campanha de
consignação de IRS é um meio de garantir um contributo e apoio a esta obra tão
meritória e nobre e a obtenção de meios para alcançar os seus objetivos.
Para o efeito, deverá no Modelo
3, assinalar no Quadro 11, com uma cruz no Campo 1101 (Instituição
de Solidariedade Social e Utilidade Pública) e indicar o NIPC 501 135 618
correspondente a esta Santa Casa de
Misericórdia.
Esta Instituição agradece a
solidariedade e apela a todos que divulguem esta iniciativa junto dos
familiares e amigos.
A todos os que contribuíram no
passado renovamos os nossos agradecimentos.
AM/JB.
Um comentário:
Boa iniciativa! Penso que não é inédita, mas sem grandes resultados, provavelmente por não ter havido uma divulgação e sensibilização adequadas.
Sobre o lema que move todos o s elementos dos vários órgãos: só assim é que se consegue fazer alguma coisa; e bem necessita a nossa Santa Casa (instituição, utentes e funcionárias), que há tantos anos vive em grandes dificuldades económicas, mas não só, diria mesmo que não principalmente. Infelizmente parece que os problemas são quase os mesmos em todo o lado. Li há pouco tempo o livro “Passagens”, da Teolinda Gersão, onde ela aborda a problemática dos lares, quer do ponto de vista dos utentes, das famílias e das funcionárias duma forma que dá que pensar. Até porque, o que temos de mais certo, é que num futuro que está cada vez mais perto, o Lar será a nossa última morada.
Os maiores sucessos!
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