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quarta-feira, 26 de março de 2025

Quaresmas

 

Chamamos-lhes quaresmas (as brancas) e por este dias enfeitam os nossos campos. Estas estão nos bordos do caminho, no Ribeiro Dom Bento, para as Quintas e a Senhora da Orada.

Nome científico: Saxifraga granulata.

José Teodoro Prata

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Pelas brumas da Gardunha

 

O velho petrus


Ternura entre seres imperfeitos


Ave esculpida no granito


Fotos, legendas e título do Francisco Barroso

José Teodoro Prata

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Madressilva da Gardunha

Esta trepadeira chama-se madressilva e cresce expontaneamente no Ribeiro de Dom Bento, 
nas imediações do ribeiro. 
Trouxe-a de lá e plantei-a no meu jardim.

O seu nome científico é Lonicera japonica

Família e descrição

Da família Caprifoliaceae, género Lonicera, a madressilva é uma trepadeira lenhosa de crescimento moderado que pode alcançar 2 m de altura.

Encontra-se em floração entre Abril e Agosto, com flores em forma de campainha que crescem em grupos de 2 a 6. O seu intenso e doce perfume atrai borboletas que asseguram a sua polinização.

Os frutos são bagas vermelhas.

 

Origem e habitat

Originária da China e Japão, é muito frequente nas regiões mediterrânicas.

Em Portugal poderemos encontrar três espécies nativas – Madressilva-das-boticas (Lonicera peryclimenum), Madressilva-caprina (Lonicera etrusca Santi) e Madressilva (Lonicera implexa Aiton). São frequentes nas regiões Centro e Sul, Açores, e numa região mais restrita do Nordeste transmontano, junto ao rio Douro.

Como habitat, a Madressilva prefere matagais, orlas de bosques, terrenos baldios e montanhas de baixa altitude.

 

Utilizações e curiosidades

São-lhe atribuídas inúmeras propriedades medicinais, sendo frequente a sua aplicação em fitoterapia desde tempos remotos. Registos antigos referem a prática de as crianças chuparem o néctar das suas flores (onde estão concentradas as suas propriedades medicinais).

O termo Lonicera respeitante ao seu género, foi adaptado ao latim por Carl Linné, como homenagem ao médico e botânico alemão Adam Lonitzer.

Os frutos são bagas vermelhas, tóxicas, suscetíveis de provocar vómitos e diarreias.

Deve ser cultivada em sol pleno, em solo fértil com boa adubação orgânica e regada periodicamente. É tolerante ao frio e multiplica-se por estacas.

Do site: https://gulbenkian.pt/jardim/garden-flora/madressilva/

 José Teodoro Prata

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Cistus albidus

 


Esta cistus é originária do oeste da bacia mediterrânica, região em que se inclui a Península Ibérica. Tem folhas persistentes aveludadas de cor cinzento claro. Floresce em abril-maio e as flores rosa combinam muito bem com as folhas de um esverdeado cinzento claro aveludado, o que contrasta com o meio natural rude em que a planta vive. Os ingleses chamam às flores rock roses, porque a planta dá-se bem no meio das rochas. Gosta de exposição ao sol e precisa de solos pobres.

José Teodoro Prata

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Malva hispânica




Ribeiro de Dom Bento, no caminho de cima da Vila para a Senhora da Orada

(a segunda foto, da mesma planta, foi tirada uma semana depois, com bom tempo)

Ontem, muitos romeiros passaram por esta planta florida a caminho da Orada. Fotografei-a de manhã, quando ainda carujava.

Esta malva chama-se Malva hispânica e pertencente à família Malvaceae.

É uma planta anual de corola rosada com floração primaveril, que ocorre em pastagens, clareiras de matos, terrenos cultivados ou incultos.

Esta espécie é nativa da Península Ibérica e Noroeste de África.

José Teodoro Prata

terça-feira, 17 de maio de 2022

Cistus atriplicifolius

 

Esta planta dtem o nome científico de Cistus atriplicifolius. Possui folhas persistentes de um cinzento esverdeado e prateado. Dos botões vermelho sombra desabrocham lindas flores amarelo de oiro, que aparecem entre maio e julho. Mas a floração pode prolongar-se até setembro, se o verão não for muito seco.

As folhas, os botões e as flores formam um lindo contraste. As plantas duram cerca de dez anos e dão-se bem em solos pobres, secos e bem drenados.

A cistus atriplicifolius é originária do sul da Península Ibérica e de Marrocos. Atinge a altura de 1/1,25 metro e a largura de 80 centímetros. Gosta de sol e suporta temperaturas negativas até - 12º.

Desconheço o nome comum que lhe dão noutras regiões de Portugal.

José Teodoro Prata

(Publicação alterada a 30/05, após concluir que esta não é a planta a que chamamos mato branco)

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tirar o mel

Já crestei. 
Os dois enxames que comprei nos inícios de março ficaram a reproduzir-se todo o mês e só lá para meados de abril é que começaram a recolher néctar a sério.
Entretanto, o frio e a chuva de abril criaram problemas numa das colónias, que por isso perdeu a época alta da floração.
Resultado: 1 alça (caixa) de mel num dos enxames, incompleta porque dois dos quadros tinham criação e por isso tiveram de ficar na colmeia.
Foi uma festa! No apiário (às 6 horas) foi tudo fácil, apesar das expetativas que me tinham sido dadas. Depois, em casa, foi o maravilhamento face ao produto do trabalho de seres tão pequenos, mas com uma organização exemplar.





Os favos cheios de mel são tão maravilhosos que tinha pena de os esmagar e por isso guardei muitos (além de terem qualidades medicinais superiores ao mel). Depois esmaguei e espremi o resto com as mãos. Ficou tudo a escorrer num coador, para um balde.
Este mel da Gardunha é leve e muito aromático. 

José Teodoro Prata

domingo, 26 de junho de 2011

Vale de Figueiras

São bonitas as nossas aldeias de montanha: Casal da Serra, Paradanta e Vale de Figueiras.
A primeira aconchegada no colo da serra, a segunda estendida ao longo de um caminho de canseiras e a terceira metida num beco da montanha.
Sentado no penhasco do Castelo Velho, contei ao Ernesto Hipólito que visitara finalmente a única aldeia da freguesia que ainda não conhecia, Vale de Figueiras.
"Lá estás tu a dizer Vale de Figueiras. Já no blogue fazes a mesma coisa. É Vale de Figueira!"
De repente, alguém nos desviou a conversa para outro assunto e não concluímos este. Faço-o agora.
Primeiro, adorei conhecer o Vale de Figueiras. Da Partida, segue-se por um vale ribeirinho e de repente chegamos. É uma típica aldeia de montanha: vale estreito ajardinado por hortinhas bem cuidadas, casas alcantiladas nas encostas íngremes, o verde garrafa da vegetação salpicado pelo castanho das casas antigas e pelo branco das mais novas. Gente simpática, de cabelos loiros e olhos azuis. Perdeu-se aqui uma tribo de germanos, no seculo V! À entrada da povoação, termina o caminho fácil. Depois segue-se a pé ou de carro, mas com o credo na boca. O vale do ribeiro acaba um pouco mais à frente e por todos os lados a serra se empina. Caminhos bons para cabras e montanheses.
Vista dos meus enxidros, não se adivinham na serra encostas tão íngremes, para os lados da charneca. Pensava que só no Casal da Serra, do Cavaco para cima.
Segundo, o uso do plural no nome. Em toda a documentação em que tenho trabalhado, anterior a 1850, a povoação é sempre designada por Vale de Figueiras.
Tem lógica, pois o lugar tem as duas condições para ser abundante em figueiras: água com fartura e calor (o vento frio passa por cima). E haveria (há) muitas figueiras, pois uma não seria notícia neste nosso já sul mediterrânico.
Temo que a passagem do plural para o singular se deva a um lapso ou a uma decisão sem fundamento, como aconteceu recentemente com Cafede.
Sempre se escreveu Cafede, mas há anos o nome da povoação apareceu, nas placas das estradas, escrito com acento gráfico: Caféde. E pouco a pouco as pessoas interiorizaram que a palavra se escrevia assim e até os jornalistas da região passaram a escrever com acento. Agora já começam a emendar, mas as placas lá continuam, para baralhar.
E porque não leva acento agudo? Porque é uma palavra grave e estas não precisam de acento gráfico, para marcar a sílaba tónica, a que se lê com mais força. Há excepções, mas não para a palavra Cafede.

Nota: Estive em casa de uma sobrinha da Ti Mari´Zé Afonsa, daqui natural. Havia uma figueira enorme, que agora estará carregadinha de figos do Algarve.