A Câmara Municipal de Castelo
Branco procedeu à realização de obras de reabilitação numa parte do edifício da antiga
Escola Primária de São Vicente da Beira - atualmente utilizada pela Associação
de Caça e Pesca ‘O Pisco’ - com o objetivo de melhorar as condições de
conforto, funcionalidade e segurança do espaço.
A empreitada, que rondou os 41.600€ (quarenta e um mil e seiscentos euros),
incidiu, essencialmente, na reabilitação da zona do alpendre e na substituição
da caixilharia existente.
As soluções implementadas foram equacionadas com o intuito de melhorar as
condições de utilização do edifício, criando uma área mais resguardada e
contribuindo para a valorização e preservação deste equipamento comunitário.
No âmbito da intervenção, procedeu-se ao fecho dos vãos na zona do alpendre, com recurso a nova caixilharia, bem como à construção de uma cobertura que permite a circulação de pessoas entre edifícios.
Para a concretização da obra, foi necessária a construção de paredes em
alvenaria de tijolo, com acabamento em reboco areado fino e pintura na cor
branca, tendo sido criados novos vãos de porta e de janela.
Foi
igualmente executada uma estrutura de suporte para a colocação da cobertura,
revestida com telha idêntica à existente, permitindo o encerramento do espaço e
garantindo maior comodidade para os utentes da Associação.
No
que respeita à eficiência e conforto térmico, procedeu-se à substituição da
caixilharia antiga por uma mais recente, resultando num ganho significativo ao
nível do isolamento e do bem-estar no interior do edifício.
Complementarmente,
foram realizados trabalhos de pintura em vários elementos que necessitavam de
pequenas reparações, tanto no interior como no exterior do imóvel.
Declaração prévia: não pertenço a nenhum
grupo e ignoro se me costumam encaixar nalgum!
Esta obra da Câmara mereceu comentários
positivos no Facebook, a par das seguintes críticas:
- Os almoços da Associação podiam ser
realizados na Casa do Povo.
- Só se reabilitou o lado da Caça,
continuando o da Pesca muito degradado, precisamente onde se fazem análises,
que funciona como sede dos Bombeiros e ali decorrem algumas aulas da Universidade
Sénior.
- A Biblioteca Hipólito Raposo é gelada
no inverno e infiltra-se água pelas janelas.
- O ginásio e o parque infantil da Escola
Primária estão degradados.
Estive de “férias” das redes sociais,
mas, embora longe, de vez em quando refletia sobre a nossa realidade local.
Regressado, achei logo que esta polémica encaixa nas minhas reflexões, como uma
luva.
Infelizmente, penso que voltarei ao
assunto no futuro, mas agora só quero deixar o seguinte comentário: A nossa
freguesia anda um pouco à deriva, sem rei nem roque, como diz o provérbio. Cada
um puxa para seu lado, sem haver um planeamento de conjunto, que encontre
consensos e defina prioridades. A culpa é só nossa, dos vicentinos. Se não nos
entendemos, como queremos que os de fora nos entendam?
Nota: Não sou assim tão pessimista como o parágrafo acima pode fazer crer: nas outras terras é igual. Mas acho que estamos a passar um pouco das marcas...
José Teodoro Prata
