segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia do livro


Livro
Um livro é um amigo
Também pode ser um inimigo
Para se saber
Tem de ser lido.
Depois podemos escolher
O livro que queremos ler

Tens que me ler
Para saberes meu conteúdo
Podes ser um sortudo
Só assim me ficarás a conhecer

O livro é saber
É sonho, ilusão
Nele encontrarás a solução
É só abrir e ler

O livro é sonho é paixão
O livro é ensinamento
Podemos abri-lo em qualquer momento
Em casa, na horta ou na prisão

O livro é companhia
O livro é um tesouro
o  livro é sabedoria
Guarda-o para o vindouro

Quem o possui tem saber
Cuida dele religiosamente
Seja labrego ou lente
Estuda, lê, investiga até morrer

O livro é um companheiro
De viagem ou solidão
Nunca é refilão
O livro é um bom parceiro

O livro abre horizontes
Quem o lê, naturalmente
O livro nunca mente
Com ele, viajas por vales e montes

O livro dá-nos sabedoria
Transmite-nos ensinamentos
Na escola ou noutros momentos
É um companheiro todo o dia

Zé da Villa

quinta-feira, 19 de abril de 2018

terça-feira, 17 de abril de 2018

À marouva

As colheitas há muito tinham sido realizadas, nova safra, novas culturas. Os alqueives estavam a ser arados para receberem as sementes de centeio. Nas terras úberes, lavradores semeavam trigais.
Regatos, ribeiros e ribeiras eram desviados para os lameiros, inundando-os para a erva crescer.
As únicas frutas que existiam eram os citrinos, nem toda a gente possuía laranjeiras, tangerineiras… os mais abastados tinham nas suas terras pequenos pomares, assim como diospireiros, nogueiras, romãzeiras, privilégio de alguns. Daí o rifão: de manhã são ouro, ao meio-dia prata e à noite mata.
Nunca cheguei a compreender, pobre camponês não as plantava!?
Ainda se viam aqui e acolá laranjeiras e tangerineiras; diospireiros, nogueiras, romãzeiras… rareavam nas casas dos pequenos proprietários.
Caçadores percorriam montes e vales juntamente com os cães, tentando caçar coelhos, lebres ou perdizes, naquela época a caça era abundante, até havia licença de pau.
Todas as courelas se aproveitavam, não serviam para horta, plantavam-se parreiras, oliveiras… Nada se desperdiçava, o que as galinhas, porcos, ou outros animais domésticos não comiam, ia para a estrumeira, quando caía na terra era adubo natural do bom; as plantas cresciam e os frutos colhiam-se sem qualquer intrometimento originado pelos pesticidas.
Frutos e legumes saborosos; as sementes que as originavam eram naturais, nada manipuladas, transformadas, viam-se bandos de taralhões, pardais, melros… comiam alguma fruta, verdade; mas limpavam os parasitas e os animaizinhos nocivos, a parte leonina pertencia sempre ao dono.
A alegria que era ouvir o chilrear das aves nomeadamente na época da postura, alegravam os campos e o camponês assobiava, imitando-os.
Os cumes serranos da Guardunha e Engarnal ficavam pintados de branco.
A natureza parecia adormecida. Os passarinhos, tirando os pardais que saltitavam nas poças originadas pelas chuvadas à procura de alguma minhoca ou coisa parecida, há muito tinham demandado outras paragens: andorinhas, cegonhas, cucos, poupas… os que por cá ficavam recolhiam-se com certeza na taloca de uma velha árvore, refugiando-se dos frios rigorosos do inverno.
De vez em quando bandos de estorninhos, pombos ou patos bravos revoavam os céus à procura de alimento.
Naquele tempo os automóveis eram “brinquedos” que só os ricos podiam ter, para o camponês uma junta de vacas, um cavalo ou um burro eram mais valiosos, automóvel não dava de comer à família, as estradas eram péssimas, próprias para carroças e carros de bois, os ricos podiam dar-se ao luxo de poderem ter em seu poder um automóvel.
As bicicletas e as motorizadas pertenciam ao povo, mesmo assim nem toda a gente as podia comprar; um velocípede novo custava os olhos da cara.
(…) Estava na Fonte Velha, sentado no cais, entram no largo, vindos da rua do Beco, esbaforidos, o Zeca e o Elias montados cada um em sua bicicleta. Ao aproximarem-se do cais onde eu estava pararam e desmontaram.
- Vamos à marouva; queres vir? Atrás, nos suportes, cada um levava uma saca de serapilheira.
- Onde? Perguntei.
- Ao Valoro; está lá um pomar carregadinho de laranjas…
Convenceram-me, levantei o cú da pedra, dirigi-me à nossa casa, peguei na bicicleta, fui com eles também
Lusco-fusco, vão os três da vida airada estrada fora em direção ao pomar; a certa altura entrámos num caminho que nos levou ao laranjal.
Encostámos as bicicletas ao muro, escalámo-lo; eles, com as sacas na mão começaram a meter laranjas, eu só queria comer uma ou duas: “roubar é pecado”…
Poucos minutos passados, alguém deu um forte grito, um trom de espingarda, chumbos caíram-nos em cima, cães começaram a ladrar na nossa direcção, saltámos o muro, pegámos nas bicicletas e fugimos.
Ainda hoje não sei onde fica o famigerado pomar, nunca tive curiosidade em o localizar.
Foi a primeira e última vez que participei numa aventura desta natureza.
Apanhei um cagaço…
Fiquem bem.

J.M.S

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Festival de Teatro Escolar

Realiza-se há muitos anos e este ano é em Alcains e São Vicente da Beira.
Vamos ter um evento de âmbito nacional, na nossa terra!
José Teodoro Prata

domingo, 15 de abril de 2018

IRS - Misericórdia

Verificar declaração e fazer a "doação", antes de entrar na declaração automática.
Maria Libânia Ferreira