segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Dente-de-leão

Dizem que as folhas de dente-de-leão são comestíveis, mas nunca provei. Aliás, há uma infinidade de plantas comestíveis que não comemos. Um dia, vi um programa na TV em que a guia disse aos participantes, ao entrarem num campo verde: Cuidado, estão a pisar o supermercado!

Quando era criança, por este tempo e por toda a primavera, a minha mãe mandava-me com uma cesta e uma faca procurar dentes-de-leão para dar ao porco. Acabei de ver na net um saco de folhas secas de dente-de-leão, de 200g, para infusão, à venda por 10,06 euros!

Mas voltando às plantas comestíveis que não consumimos. Cerca de 1970, o meu pai, emigrado em França, a trabalhar numa oficina de pedra numa região campestre dos arredores de Limoges, chegou com a novidade de se poder comer meruje. Ora disso tínhamos nós muito, no ribeiro e nos lameiros das Lajes. Comemos nesse inverno (nesse tempo, os emigrantes vinham a casa no inverno), mas não vingou. Também foi ele que nos deu a conhecer o alho-porro e o hábito se o comer, em vários pratos.

José Teodoro Prata

Nenhum comentário: