Dizem que as folhas de dente-de-leão são comestíveis, mas
nunca provei. Aliás, há uma infinidade de plantas comestíveis que não comemos.
Um dia, vi um programa na TV em que a guia disse aos participantes, ao entrarem
num campo verde: Cuidado, estão a pisar o supermercado!
Quando era criança, por este tempo e por toda a primavera, a
minha mãe mandava-me com uma cesta e uma faca procurar dentes-de-leão para dar
ao porco. Acabei de ver na net um saco de folhas secas de dente-de-leão, de
200g, para infusão, à venda por 10,06 euros!
Mas voltando às plantas comestíveis que não consumimos. Cerca
de 1970, o meu pai, emigrado em França, a trabalhar numa oficina de pedra numa
região campestre dos arredores de Limoges, chegou com a novidade de se poder
comer meruje. Ora disso tínhamos nós muito, no ribeiro e nos lameiros das
Lajes. Comemos nesse inverno (nesse tempo, os emigrantes vinham a casa no
inverno), mas não vingou. Também foi ele que nos deu a conhecer o alho-porro
e o hábito se o comer, em vários pratos.
José Teodoro Prata
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