quinta-feira, 13 de julho de 2017

O primeiro Moreira?


O  Inácio (Ignacio), batizado a 30 de dezembro de 1824, era filho de José Moreira, da Aldeia das Dez, 
e Rosa Luísa, de São Vicente da Beira.
O avô paterno também se chamava José Moreira e era igualmente da Aldeia das Dez, Oliveira do Hospital.
É possível que os muitos Moreira de SVB sejam descendentes deste José Moreira da Aldeia das Dez.

Festa da castanha, Aldeia das Dez, 2011

Uma aldeia risonha e encantadora, sobranceira ao rio Alvôco. Toda ela parece um demorado miradouro, com vista privilegiada para as serras envolventes. 
(http://aldeiasdoxisto.pt/aldeia/aldeia-das-dez)

A lenda da Aldeia das Dez tem origem na Reconquista da península Ibérica e está ligada ao actual nome da aldeia. Segundo a lenda, durante a Reconquista cristã dez mulheres terão encontrado um tesouro numa caverna situada na encosta do Monte do Colcurinho. De acordo com a tradição oral e alguns documentos que sobreviveram, esse tesouro possuía um valor que ultrapassa o material. Estas mulheres ter-se-ão apercebido da sua importância e, num pacto que persiste até hoje, terão separado entre elas as peças que o compunham e passando-as de geração em geração, mantendo até hoje por desvendar o segredo que encerram. Quanto ao tesouro, crê-se que dele façam parte moedas Antonini com inscrições cifradas, sendo que uma destas encontrar-se-á cravada na moldura de um quadro que narra esta lenda. Deste quadro pouco mais se sabe, além de ter ressurgido em meados do século XX num antiquário de Oliveira do Hospital, para novamente desaparecer. Terá sido pintado por uma das descendentes das dez mulheres e crê-se que retratando a lenda poderá oferecer uma chave para o seu segredo.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldeia_das_Dez)

José Teodoro Prata

7 comentários:

Anônimo disse...

Como as coisas são. Os da minha geração todos nos lembramos da excursão que se fazia à Senhora das Preces, um autocarro com dezenas de Vicentinos, por esta altura, deslocavam-se à Aldeia das Dez para participarem na romaria
Coincidência! ou resquícios do Moreira que de lá saiu para casar na vila de São Vicente da Beira onde criou raízes
Nunca lá fui, mas que era uma grande romaria, lá isso era. Certamente continuará a ser.
A hitória faz-se destes pequenos retalhos
J.M.S

Anônimo disse...

Não tive oportunidade de confirmar se os Moreiras de S. Vicente serão todos descendentes deste Inácio, mas, como somos todos primos, é bem provável que sim.
Pelo meu lado, se não me enganei, o meu avô Joaquim Moreira era sobrinho neto dele: era filho de Bonifácio Moreira, que por sua vez era filho de Joaquim Moreira (irmão de Inácio Moreira) e neto de José Moreira, o que veio de Aldeia das Dez para se casar com Rosa Luisa.
E que linda é aquela terra! Já por lá andei, mas, não tarda, estou lá outra vez. Tenho a certeza que vou admirar aquelas paisagens mais com os olhos do coração. E quem sabe se ainda por lá encontrarei algum primo?!
A lenda é preciosa! A confirmar um pouco as muitas que existem sobre tesouros escondidos por todo o lado, até na Partida.

M. L. Ferreira

Anônimo disse...

Corroborando um pouco o que diz o JMS. Cresci a ouvir falar da Senhora das Preces, monte do Colcurinho, Aldeia das Dez, Vale de Maceira, Avô, etc. E porquê? Porque o meu pai foi lá um dia numa dessas excursões. Fez-se assinante do jornal "Voz do Santuário", editado pela paróquia (ou pela comissão de culto) da Senhora das Preces. Quando fui para a escola passei eu próprio a lê-lo. Era do género do "Pelourinho". Mas mais duradouro, visto que o nosso pouco resistiu à saída da vila do padre Sílvio. Segundo dizem, corrido (nós dizemos 'encorrido') pelo padre Tomás!
Era o tempo de um Portugal rural, de muita gente no interior do país. Um bocado pobrete e alegrete como queria o Salazar, ele próprio um rústico de uma aldeia da zona de Viseu. Como já dizia o nosso Aquilino na década de 20/30, do séc. XX, (referindo-se a épocas ainda um pouco mais antigas), foi "um Portugal que morreu.".
Abraços.
ZB

Paulo Duarte de Almeida disse...

Bom dia,
Não sei se em São Vicente haverá Moreiras com outra origem, mas este José Moreira, natural de Aldeia das Dez, que casou em São Vicente, é também meu antepassado e foi o primeiro Moreira que encontrei nos registos paroquiais de São Vicente. Eu tenho este ramo dos Moreiras muito bem estudado, sobretudo a ascendência do dito José Moreira, natural de Aldeia das Dez. A linha que me leva até ele é a seguinte: Paulo Nicolau Duarte de Almeida < Maria de Jesus Moreira Nicolau < Maria da Anunciação Moreira < Hermínia Moreira < Francisco Moreira < José Moreira Júnior < José Moreira, natural de Aldeia das Dez.
Tenho todo o gosto em disponibilizar a informação que tenho sobre a ascendência do José Moreira com os parentes que se interessem por estas coisas. E gostava muito de falar com o/a M.L.Ferreira porque, pelos vistos, somos parentes.
Cumprimentos,
Paulo Almeida (Coimbra)

Paulo Duarte de Almeida disse...

P.S.
Os Moreiras de São Vicente não descendem todos do Inácio.
José Moreira, de Aldeia das Dez, e sua mulher Rosa Luísa tiveram os seguintes filhos:
1. José Moreira Júnior casado com Ana Vicente Henriques, com geração.
2. Gertrudes Maria da Conceição Moreira casada com António da Costa, com geração.
3. António Moreira casado com Ana Maria (ou Joaquin) dos Reis, com geração.
4. Joaquim Moreira casou duas vezes: uma com Rosa Maria, outra com Maria do Rosário, com geração desta
5. João Moreira casou com Ana Vitória, com geração
6. Inácio Moreira casou com Maria Domingas Fernandes, com geração

Anônimo disse...

É como eu dizia há tempos: Somos todos primos!
Também gostaria muito de conhecer o Paulo Almeida e trocar com ele informações sobre os descendentes do José Moreira que veio de Aldeia das Dez.
Há em S. Vicente muitos Moreiras, descendentes certamente dos vários filhos que o primeiro teve. Seria interessante conhecer e distinguir os vários ramos.
E pegando um pouco nas alusões do José Manuel e do José Barroso à Romaria da Senhora das Preces, assim como em algumas descrições de vários escritores sobre as romarias por todo o país, penso que ajudam um pouco a perceber porque é que havia tantos casamentos entre pessoas de terras tão distantes, num tempo em que viajar não era tão fácil como hoje: os pais iam para os copos com os amigos; as mães arrastavam-se para as missas, procissões e outras rezas para pagar promessas e pedir favores; as filhas e filhos queriam era divertir-se e provavelmente arranjar namoro. Se pegava e dava em casamento, lá vinha ele ou ia ela para as terras uns dos outros. Se calhar foi assim que aconteceu com os nossos parentes mais antigos…

M. L. Ferreira

José Teodoro Prata disse...

A tradição das nossas romarias à Senhora das Preces, que ainda se realizavam por volta de 1950-60, poderá ter origem ou ter-se consolidado com o regresso anual do primeiro Moreira à sua terra, por altura da festa, primeiro levando só a família, depois amigos e conhecidos...