quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Relação Câmara - Juntas de freguesia


Parece-me que a Câmara respondeu corretamente ao abandono da atitude de guerrilha constante, por parte do Sempre. Bem precisamos que as coisas melhorem!

José Teodoro Prata

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Requalificação da sede da Associação de Caça e Pesca ‘O Pisco’


A Câmara Municipal de Castelo Branco procedeu à realização de obras de reabilitação numa parte do edifício da antiga Escola Primária de São Vicente da Beira - atualmente utilizada pela Associação de Caça e Pesca ‘O Pisco’ - com o objetivo de melhorar as condições de conforto, funcionalidade e segurança do espaço.
A empreitada, que rondou os 41.600€ (quarenta e um mil e seiscentos euros), incidiu, essencialmente, na reabilitação da zona do alpendre e na substituição da caixilharia existente.
As soluções implementadas foram equacionadas com o intuito de melhorar as condições de utilização do edifício, criando uma área mais resguardada e contribuindo para a valorização e preservação deste equipamento comunitário.

No âmbito da intervenção, procedeu-se ao fecho dos vãos na zona do alpendre, com recurso a nova caixilharia, bem como à construção de uma cobertura que permite a circulação de pessoas entre edifícios.

Para a concretização da obra, foi necessária a construção de paredes em alvenaria de tijolo, com acabamento em reboco areado fino e pintura na cor branca, tendo sido criados novos vãos de porta e de janela.

Foi igualmente executada uma estrutura de suporte para a colocação da cobertura, revestida com telha idêntica à existente, permitindo o encerramento do espaço e garantindo maior comodidade para os utentes da Associação.

No que respeita à eficiência e conforto térmico, procedeu-se à substituição da caixilharia antiga por uma mais recente, resultando num ganho significativo ao nível do isolamento e do bem-estar no interior do edifício.

Complementarmente, foram realizados trabalhos de pintura em vários elementos que necessitavam de pequenas reparações, tanto no interior como no exterior do imóvel.

 

Declaração prévia: não pertenço a nenhum grupo e ignoro se me costumam encaixar nalgum!


Esta obra da Câmara mereceu comentários positivos no Facebook, a par das seguintes críticas:

- Os almoços da Associação podiam ser realizados na Casa do Povo.

- Só se reabilitou o lado da Caça, continuando o da Pesca muito degradado, precisamente onde se fazem análises, que funciona como sede dos Bombeiros e ali decorrem algumas aulas da Universidade Sénior. 

- A Biblioteca Hipólito Raposo é gelada no inverno e infiltra-se água pelas janelas.

- O ginásio e o parque infantil da Escola Primária estão degradados.


Estive de “férias” das redes sociais, mas, embora longe, de vez em quando refletia sobre a nossa realidade local. Regressado, achei logo que esta polémica encaixa nas minhas reflexões, como uma luva.

Infelizmente, penso que voltarei ao assunto no futuro, mas agora só quero deixar o seguinte comentário: A nossa freguesia anda um pouco à deriva, sem rei nem roque, como diz o provérbio. Cada um puxa para seu lado, sem haver um planeamento de conjunto, que encontre consensos e defina prioridades. A culpa é só nossa, dos vicentinos. Se não nos entendemos, como queremos que os de fora nos entendam?

Nota: Não sou assim tão pessimista como o parágrafo acima pode fazer crer: nas outras terras é igual. Mas acho que estamos a passar um pouco das marcas...

 

José Teodoro Prata

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Padre Jerónimo

Há poucos dias que nos deixou e já sentimos saudades dessa grande gargalhada!

Escrevo-lhe porque sei que acreditava ir para um lugar melhor do que este em que nos deixou. Já desconfiava dessa fé desde que demos a volta pelas terras do antigo concelho de São Vicente: sempre que entrava numa igreja, ajoelhava-se junto ao altar e orava. E disse-mo no penúltimo encontro anual em que participei, no Tortosendo. O Zé Augusto relembrou-o agora, na missa que celebrou em sua homenagem. Não a minha história, mas uma outra, uma conversa que teve com o Ernesto Hipólito, quando em maio se veio despedir da nossa Orada:

- Se este sítio é tão bonito, imagina como será o céu!

A propósito, o Zé Augusto fez uma prática muito bonita na sua missa. Terá sentido orgulho ao ouvi-lo!

Mas voltando ao princípio. Escrevo-lhe porque sinto o peso da responsabilidade de lhe ter faltado com um pedido que nos fez, a mim e outros que o acompanharam da Igreja para a Casa do Povo, na festa da sua boda de ouro sacerdotal. Ao toque das concertinas minhotas do António Madeira e pela concertina beirã do Costinha, confessou-nos que o som da concertina era a música da sua meninice e que queria ser acompanhado por concertinas, quando morresse.

- Eu espero o tempo que for preciso para reunir os tocadores!

Como o Mário de Sá-Carneiro?:

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Mas o que iam pensar de nós, os seus amigos e os seus familiares? Mesmo sabendo que acreditava ir para um lugar melhor, eu nem tive coragem de partilhar o seu desejo. Desculpe-me esta cobardia. E depois havia toda a logística, toda a burocracia…

Deixou-nos numa época terrível, em que a sua alegria, a sua cidadania e o seu humanismo tanta falta fazem ao mundo. Mas deixou-nos o seu exemplo, assim saibamos nós honrar a sua memória! E já que acredita, vá-nos dando umas dicas, quando achar necessário, pelas formas que melhor entender. Até um dia!

José Teodoro Prata

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Pe. José Hipólito Jerónimo

 Pe. José Hipólito Jerónimo, 07.12.1937-19.12.2025

Cerimónia fúnebre, na Igreja de São Vicente da Beira, às 15 horas de amanhã, dia 20 de dezembro.

José Teodoro Prata

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Tiborna

 Quando era miúdo, fui com o meu pai ao lagar do Major. Trabalhava lá o tio Joaquim Pique, que logo foi ao cabaz da merenda e cortou uma fatia de pão de uma regueifa que lá tinha. Torrou-a nas brasas da lareira, mergulhou-a num bidon cheio de azeite e entregou-ma. Lambuzei-me por dentro e por fora. É das melhores recordações da mimha infância. 

O meu pai tinha um ritual que nunca falhava: logo que o azeite novo entrasse em casa, mandava torrar pão e sentávamo-nos à mesa a comê-lo regado com azeite. Era a prova.

Hoje repeti o ritual e fiquei consolado!

José Teodoro Prata

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Banda desenhada

 
Na segunda-feira, dia 14, participei no lançamento deste livro de banda desenhada do albicastrense Miguel Fernandes, na Fábrica da Criatividade, geografia por onde o autor andou em criança e onde trabalhou após concluir o mestrado em Ilustração e Animação. O Miguel, OZZY para os amigos, tem raízes em Vila Velha de Ródão e na Partida (São Vicente da Beira). É filho do nosso António Andrade Fernandes, também conhecido por Tó da Partida.

José Teodoro Prata

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025