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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais muros apiários

Já noticiara a publicação on-line do estudo sobre os Muros Apiários, pela AEAT.
A apresentação oficial decorreu, nesta quinta-feira, 5 de Maio, no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
A revista AÇAFA, n.º 3, apresenta agora a versão definitiva. Junto segue a informação, para os interessados.
Colaborei no estudo, que incluiu elementos sobre o antigo concelho de São Vicente da Beira.


A Associação de Estudos do Alto Tejo informa que o nº 3 da revista digital AÇAFA On-line correspondente ao ano de 2010, dedicada ao tema Muros-apiários, um património comum no Sudoeste Europeu já está disponível na página da AEAT em www.altotejo.org.

Para aceder ao website clique aqui.

A presente edição é constituída pelos seguintes doze textos e nove comentários:
LES ENCLOS À ABEILLES (Gaby Roussel)

LES MURS À ABEILLE DANS L’EUROPE OCCIDENTALE (Robert Chevet)

LES APIERS DE LA HAUTE VALLÉE DE LA ROYA (Luigi Nino Masetti)

RUCHERS DANS LA VALLÉE DE L´EBRE (Robert Chevet)

LOS COLMENARES TRADICIONALES DEL NOROESTE DE ESPAÑA (Ernesto Díaz y Otero e Francisco Javier Naves Cienfuegos)

MUROS APIÁRIOS NA GALIZA INTERIOR: OS ALVARES DO CAUREL (Lois Ladra e Xúlia Vidal)

Muros-apiários das serras do Alvão e Marão: contribuição para o seu estudo e preservação (António Pereira Dinis e A. Mário Dinis)
OS MUROS-APIÁRIOS DO PARQUE ARQUEOLÓGICO DO VALE DO CÔA (Dalila Correia)

OS MUROS-APIÁRIOS da Região de Castelo Branco e Zona Envolvente (Francisco Henriques, João Carlos Caninas, Mário Lobato Chambino, José Teodoro Prata e José Joaquim Gardete)
OS MUROS APIÁRIOS DO PARQUE NATURAL DA SERRA DE SÃO MAMEDE E SÍTIO DE SÃO MAMEDE (Joana Salomé Camejo Rodrigues e João Carlos Neves)
PRESENÇA HISTÓRICA DO URSO EM PORTUGAL E TESTEMUNHOS DA SUA RELAÇÃO COM AS COMUNIDADES RURAIS (Francisco Álvares e José Domingues)

ORIGINALIDADES DO COBERTO VEGETAL DO ALTO TEJO (Mafalda Veigas, Carlos Vila-Viçosa, Paula Mendes e Carlos Pinto-Gomes)
MUROS, ENTRE AS ABELHAS E OS URSOS. ALGUNS COMENTÁRIOS, REFLEXÕES E OUTROS CONTRIBUTOS (Alexandra Lima, António Nabais, Helena Paula Vicente, Jorge de Oliveira, Jorge Paiva, Maria Ramalho, Maria de Jesus Sanches, Paulo Ramalho e Teresa Soeiro)

Os muros-apiários são construções em pedra ou taipa que formam cercados destinados a proteger os colmeais contra diversos tipos de agressões, entre as quais os mamíferos, com destaque para os ursos. Estas construções ocorrem em várias regiões da Europa e do Mediterrâneo. Este processo de proteger os apiários, cercando-os com muros, por vezes muito altos, não é único, existindo outros tipos de construções com idêntico propósito, mas será talvez um dos mais representativos à escala europeia, desde a Península Ibérica até às Ilhas Gregas, de tal modo que o seu estudo e divulgação podem constituir novos elos de aproximação entre povos e culturas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Muros-Apiários


Soube deles, pela primeira vez, no ano de 2001, em notícia da Gazeta do Interior.
Dois especialistas franceses, Gaby Roussel e Nino Masetti, visitaram os muros apiários da região, guiados pelo arqueólogo Francisco Henriques, da Associação de Estudos do Alto Tejo, (Vila Velha de Ródão), no âmbito do projecto de investigação Muros Apiários da Península Ibérica. O Mel e os Ursos.
A gazeta informou:

«Muros Apiários da Península Ibérica. O Mel e os Ursos, é um projecto que existe há cerca de dois anos e que tem como objectivos contribuir para a identificação e estudo dos muros apiários, formular propostas para a sua protecção e valorização e divulgar os seus resultados.
Os muros apiários são construções em pedra, feitas em várias regiões da Península Ibérica, desde a Idade Média, com a finalidade de proteger os colmeais da acção predadora dos mamíferos e principalmente dos ursos. Francisco Henriques, arqueólogo, acrescenta que os muros apiários “são estruturas que definem recintos fechados que chegam a atingir três metros de altura e apresentam remates para o exterior para impedir o acesso ao seu interior. Estas construções situam-se geralmente no fundo dos vales, voltados a sul e, muitas vezes, sobre a confluência de duas linhas de água.
No distrito conhecem-se construções deste tipo nos concelhos de Idanha a Nova, Vila Velha de Ródão e Castelo Branco.»


A documentação atesta a existência de, pelo menos, um muro apiário, em S. Vicente da Beira. O Tombo dos bens do concelho, realizado entre 1767 e 1785, na Medição, demarcação e confrontação da Oles, informa:

«E dentro da mesma todas as terras que há são de ervas e não há coisa que possa impedir a pastagem dos gados, senão um muro de colmeias que foi dos herdeiros de Joam Gonçalves do lugar do Louriçal e uma tapada que é o sobredito Casal do Grilo, dos herdeiros do capitão, que foi da ordenança desta vila, Domingos Antunes.»

Não consegui localizar este muro apiário, nem sei se ele ainda existe. A posterior utilização dos solos para a agricultura ou a recente plantação de eucaliptos na zona podem ter ditado a sua destruição.


Colmeias na Oles, actualmente.


As fotos dos muros apiários tirei-as da Internet. Esta é do Gerês e a primeira da serra de São Mamede (Portalegre).