quinta-feira, 23 de junho de 2011

Praga da gafanhotos


Gafanhotos em azevinho.

Há oito dias, durante o passeio pedestre pela Gardunha, fomos surpreendidos, no Cavaco (Casal da Serra), com uma figueira sem folhas e dezenas de gafanhotos a fazerem o mesmo a outra figueira.
As trovoadas de Maio e inícios de Junho trouxeram água ao campo, mas pouca à serra. A erva já secou e os gafanhotos comem tudo o que encontram verde.
São os gafanhotos que aqui mostrei, no ano passado. É uma nova espécie, sem predadores, pelo que parece, que já se tornou uma praga. Além das folhas verdes, comem também os frutos (cerejas, pêssegos...). Hoje observei, no Ribeiro de D. Bento, muitas uvas com os bagos parcialmente comidos por eles.
Experimentei combatê-los com o pesticida usado contra os escaravelhos. Vamos ver se resulta. Mas toda a serra está cheia de gafanhotos, já em fase de reprodução. Encontram-se nos matos, fetos, oliveiras, por todo o lado.


Gafanhotos em figueira.

3 comentários:

xx Cuco xx disse...

Boas,

Vai fazer agora um ano que, no lugar da Sra da Orada, também não se podia por lá passar devido a esse problema. Começa a ser uma consequência das alterações atmosféricas.

Cumprimentos
Carlos Domingues
http://lourical.blogspot.com/

Sara Varanda disse...

Olá tio! pois é os malandros parece que voltaram! No ano passado andamos a pesquisar para ver se descobriamos que gafanhotos eram estes, e o António encontrou o nome deles... eu agora não me lembro qual é mas vou-lhe perguntar e depois envio informação!

José Teodoro Prata disse...

Soube que alguém trouxe um gafanhoto, para o mostrar aos técnicos da Agricultura (DRABI?), e eles disseram que era uma espécie nova na nossa região.
Algumas pessoas dizem que são cigarras, outras que são grilos.
Têm aspectos em comum, mas são diferentes do que conhecemos.
A única certeza é que comem folhas verdes e comem-se uns aos outros, quando atingem o tamanho adulto (o mesmo da época da reprodução).
Já os comecei a matar com pesticidas. Penso que reduziram, mas não foi fatal para todos, até porque eles vão de umas zonas para outras: posso matar os das videiras, mas uma semana depois estão lá os que andavam nas ervas.