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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pirocumulonimbo


O fenómeno que pode estar na origem dos fogos de 15 de outubro

            Tem um nome difícil de pronunciar, é raro, mas poderá ter-se registado por duas vezes este ano em Portugal
            Os incêndios mortais de Pedrógão Grande, a 17 de junho, e da zona centro, a 15 de outubro, poderão estar relacionados com um fenómeno raro, com um nome difícil de pronunciar: pirocumulonimbo. Dois elementos da Comissão Técnica Independente que investigaram os fogos do início do verão que mataram 64 pessoas acreditam que foi isso que aconteceu, segundo contaram à TSF.
            "Pirocumulonimbo é uma tempestade criada por um incêndio", diz Paulo Fernandes, doutorado em Ciências Florestais e Ambientais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). De entre as imagens que viu e os relatos que ouviu acerca dos incêndios, destaca a nuvem do incêndio, que descreve como "muito desenvolvida, muito alta, que a determinada altura começou a produzir relâmpagos e trovões". "Esse é um dos sinais do pirocumulonimbo", conclui.
            Este fenómeno já havia sido descrito pela Comissão Técnica Independente relativamente ao incêndio de Pedrógão. "É uma nuvem de fumo que sobe muito alto, a 10 quilómetros, 12. Quando essa nuvem sobe tão alto, além da condensação, forma-se gelo e é o atrito entre os cristais de gelo que pode provocar raios, provocados pelo próprio incêndios, e que por vezes dão origem a novas ignições", descreve o Paulo Fernandes, para quem a existência de um pirocumulonimbo "explicaria, pelo menos em parte, a devastação a que se assistiu nestes dois grandes incêndios do interior". De acordo com o que o investigador afirmou à TSF, "um incêndio florestal típico não causa aquela destruição", sendo necessário para isso acontecer "vento forte, com projeções a grande distância de materiais incandescentes".
            Carlos Fonseca, outro elemento da Comissão Técnica Independente, diz à mesma rádio que aquilo que viu foi "um incêndio de uma dimensão, de uma violência, de uma rapidez como nunca tinha assistido". O investigador, que também andou no terreno a combater as chamas junto da sua propriedade, recorda as "labaredas com mais de 30 metros, com fumos de múltiplas cores", um cenário com "toda uma dinâmica atmosférica estranha".

HÉLIO MADEIRAS, Diário de notícias
https://www.dn.pt/portugal/interior/pirocumulonimbo-o-fenomeno-que-pode-estar-na-origem-dos-fogos-de-15-de-outubro-8883123.html


José Teodoro Prata

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Jerónimo, o viking


Ator português segue as pisadas de Daniela Ruah e Diogo Morgado e integra elenco da quinta temporada da série 'Vikings'. Albano Jerónimo já gravou os três episódios, que serão exibidos no próximo ano nos EUA
Vikings, coprodução irlandesa e canadiana, conta com um português na quinta temporada, que deverá estrear-se no início de 2017 nos Estados Unidos. Albano Jerónimo já gravou os três episódios da série histórica, protagonizada por Travis Fimmel.
O ator português de 37 anos conseguiu o papel através do programa Passaporte, promovido pela Academia Portuguesa de Cinema. Albano Jerónimo, que está atualmente no ar na novela da TVI Santa Bárbara, foi escolhido para participar em três episódios da aclamada série de ficção, produzida pelo canal História, e que é exibida em Portugal no canal MOV.
A primeira metade da quarta temporada de Vikings foi exibida este ano nos Estados Unidos, estando previsto que os restantes episódios estreiem antes do fim do ano. Em Portugal, a terceira temporada da série inspirada na mitologia nórdica foi exibida no final do ano passado no canal MOV, não estando ainda prevista uma data de estreia para a quarta temporada.

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José Teodoro Prata