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terça-feira, 7 de março de 2017

Juiz de fora

Este é o registo de casamento da filha do juiz de fora de São Vicente da Beira, celebrado na igreja matriz desta vila, no dia 21 de junho de 1705.
Casaram, então, o Doutor João Baptista, viúvo de Ângela da Mota da Fonseca, natural de Abrantes, e
Dona Beatriz de Andrade, filha do Doutor André Lopes de Andrade, juiz de fora de São Vicente da Beira, e de sua mulher Dona Maria de Andrade.
Assina como testemunha um outro ilustre de São Vicente, naquela época, o Doutor Manuel Jaques de Morais.
José Teodoro Prata

sábado, 7 de janeiro de 2017

Fontes: Rolão Preto, juiz de fora

 Uma das testemunhas de casamento de Joam Alberto de Carvalho, 
filho de Niculao Velozo Asenço, ambos de São Vicente da Beira, 
foi o juiz de fora da vila, Doutor Manoel Pires Rolam Preto. 
(Ver final do registo: quarta linha a contar do fim e penúltima assinatura)
O casamento teve lugar no dia 11 de fevereiro de 1745 e esta é de facto a novidade para mim: 
a antiguidade da família Rolão Preto nesta região.
Terá sido este o primeiro, chegado à região via cargo de juiz de fora de São Vicente da Beira?
O futuro o dirá!
Como podem verificar, este Nicolau Veloso Ascenso não é a mesma pessoa que Nicolau Veloso de Carvalho e Távora, há pouco tempo aqui referido. Mas seriam certamente familiares.


José Teodoro Prata

terça-feira, 28 de junho de 2016

Justiças

Era um dia como todos os outros. O sineiro trazia a vara do sino do concelho na mão e preparava-se para o badalar; as portas dos paços da câmara abriram-se, na praça já havia cidadãos que esperavam para resolverem assuntos pessoais
O meirinho chamou o carcereiro e disse-lhe para ir à enxovia buscar o preso que tinha sido encarcerado na véspera, para ser presente ao juiz de fora
Um pobre diabo que cometeu o erro de roubar uma galinha ao senhor conde. A mulher estava muito mal, o boticário recomendou caldos de galinha…
Coitado, dizia o povo em surdina. Quem rouba pouco é ladrão, mas quem rouba muito é barão.
Era um dia outonal, o sol entrava por entre as grossas grades da cadeia, o coitado estava sentado por detrás das grades, recebendo os raios solares da manhã.
A noite tinha sido gélida, a palha lhe serviu de cobertor, carcereiro chamou-o e levou-o à presença do juiz. A mulher carregadinha de sezões tremia como se fosse uma cana agitada pelo vento, a ninhada dos filhos agarrados à saia da mãe choravam copiosamente, as pessoas pediam clemência, o vigário subiu as escadas do balcão da cadeia, entrou no tribunal para interceder, já tinha ido falar com o senhor conde. O juiz condenou-o a passar o dia no pelourinho e que não voltasse a fazer o mesmo; se fosse apanhado a roubar, a forca seria o seu destino

Os condenados recebiam do juiz sentenças punitivas, pecuniárias e condenatórias.
Nas punitivas, os réus eram expostos ao sarcasmo das pessoas que passavam em frente ao pelourinho; à noite, soltavam-nos e seguiam em paz para suas casas. Nas pecuniárias, o réu pagava uma coima ao tribunal e ao queixoso e não passava pela vergonha de… Havia condenados, casos raros; ao fim do dia eram desamarrados do pelourinho e levados para a forca que ficava na Devesa, onde eram enforcados.
À frente, o pregoeiro anunciava o motivo da condenação, atrás o vigário juntamente com o povo rezavam ladainhas para implorarem a misericórdia divina, ao mesmo tempo abafavam a voz do pregoeiro…



Este ferro fazia parte da grade da cadeia, situa-se numa propriedade no Valouro que pertence ao doutor Lino. (Não sei se ainda lá se encontra).

J.M.S