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sexta-feira, 20 de março de 2020

Cabeleiras


Há dias fui oferecer os meus préstimos ao Carlos Semedo, programador cultural da Câmara, a propósito do nosso Festival primaveril. 
Falei-lhe das minhas recordações de infância, de ver a Fonte Velha embelezada com vasos de flores e cabeleiras, na festa do São João, data em que nós realizamos este nosso Festival. 
Depois tive dúvidas se seria no São João ou na festa da malta que ia à inspeção militar. Perguntei ao José Barroso que me disse ser a fonte embelezada apenas aquando da inspeção militar. Não lhe falei das cabeleiras!
Tenho recordações muito difusas de ver a Fonte Velha muito bonita, decorada com grandes cabeleiras e vasos de flores. E o meu inconsciente continua a teimar que foi numa festa de São João! Mas então seria a fonte da Praça, de São João de Brito, e não a Fonte Velha!
Terá sido numa data pontual, obra de pessoas virtuosas e engenhocas, como a Menina Isaura e outras?!
Quem me ajuda a aclarar estas recordações?
Mas recordo-me bem de replicar depois as cabeleiras, semeando trigo ou centeio em tigelas da resina que colocava no escuro do forro, junta das pinhas e das batatas. Ficavam parecidas com esta da imagem, embora tenha saído um pouco descabelada (as da fonte da minha infância eram tão perfeitas!).
Esta tradição tem que se lhe diga em termos de ciência, pois é a ausência de luz que dá às hastes do cereal semeado o tom amarelo claro, devido à ausência de clorofila. A ESE de Castelo Branco tem um projeto chamado "Os nossos avós eram cientistas". Penso que as cabeleiras nunca lá foram apresentadas!

José Teodoro Prata