Ajudei o meu primo João Candeias a iniciar-se na apicultura...
...e ele não fez a coisa por menos!
José Teodoro Prata
Enxidros era a antiga designação do espaço baldio da encosta da Gardunha acima da vila de São Vicente da Beira. A viver aqui ou lá longe, todos continuamos presos a este chão pelo cordão umbilical. Dos Enxidros é um espaço de divulgação das coisas da nossa freguesia. Visitem-nos e enviem a vossa colaboração para teodoroprata@gmail.com
Ajudei o meu primo João Candeias a iniciar-se na apicultura...
...e ele não fez a coisa por menos!
José Teodoro Prata
José Hipólito Vaz Raposo
VIDA E OBRA
- Nasceu em S. Vicente da Beira, no ano de 1885.
- Era filho de João Hipólito Raposo, cultivador e natural e S. Vicente da Beira, e de Maria Adelaide Gama, cujo pai era natural de Janeiro de Cima
- Estudou com o irmão Pe. Domingos Raposo, o tio Francisco, professor nos Escalos de Baixo, e o Pe. José David dos Reis, professor do Ensino Primário Complementar, em S. Vicente da Beira.
- Frequentou o Curso Teológico do Seminário da Guarda e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra.
- Casou, em Lisboa, com Valentina Pequito Rebelo. O casal tive seis filhos.
- Foi um dos principais ideólogos do Integralismo Lusitano, um movimento conservador, católico e monárquico que se opôs ao regime da Primeira República e depois à ditadura de Salazar.
- Exerceu advocacia, foi professor e escritor, realizou conferências, fundou e colaborou em jornais e revistas…
- Participou na revolta monárquica de Monsanto, em 1919, contra a Primeira República, sendo preso, expulso da função pública e exilado para Angola.
- Em 1940, publicou a obra Amar e Servir, na qual fez um duro ataque à política de Salazar, o que lhe valeu nova demissão dos cargos públicos e a deportação para os Açores.
- Faleceu, em Lisboa, no ano de 1953.
Casa onde nasceu Hipólito Raposo: esquina da Rua Velha com a Rua Nicolau Veloso, à direita de quem desce.
Casa onde viveu Hipólito Raposo: fundo da Rua da Costa, à Fonte Velha.
Obras publicadas
Coimbra Doutora, 1910;
Boa Gente, 1911;
Sentido do Humanismo, 1914;
Caras e Corações, 1921;
Dois nacionalismos, 1925;
A Beira Baixa ao Serviço da Nação,
1935;
Aula Régia, 1936;
Pátria Morena, 1937;
Direito e Doutores na Sucessão Filipina,
1938;
Mulheres na Conquista e Navegação,
1938;
Amar e Servir, 1940;
D. Luísa de Gusmão – Duquesa e Rainha,
1947;
Oferenda, 1950;
Folhas do Meu Cadastro, 1911,
1925, 1926, 1940, 1952, 1986.
«Nas voltas da escola para casa, com a irrequieta curiosidade da puerícia, começava eu a soletrar as inscrições dos cruzeiros e das sepulturas, e diante dos Paços do Concelho, detinha-me a contemplar a pedra do escudo real, ladeado por duas esferas, ricamente doiradas pelo sol dos séculos.
Mas o meu interesse maior ia para o pelourinho da vila, coluna oitavada de granito, erecta sobre degraus circulares, coroada de robusto capitel em que pressentia residir um solene mistério de silêncio e sombras.»
(Hipólito Raposo, em “Lisboa Pequena”, Oferenda, 1950)
José Teodoro Prata