domingo, 6 de novembro de 2016

Ontem, na Partida

Como sempre, fomos bem recebidos no Pequeno Lugar, uma casa que está cada vez mais bonita.
E foi um serão bem passado. Com muitas histórias, conversas, gente bem disposta...


...interessada...

 

... e participativa. Para além das histórias que lemos, algumas das pessoas da assistência ofereceram-nos outras que fazem parte das suas memórias mais antigas.

      
   O coro do nosso rancho ajudou, mais uma vez, a abrilhantar a apresentação.


Para além do convívio e da boa disposição, valeu também a pena porque se venderam mais alguns exemplares do livro. Como sempre generoso, o povo da Partida!

M. L. Ferreira

sábado, 5 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pequenos leitores

O lançamento do livro “Dos Enxidros...”, está a revelar-se um fenómeno que já ultrapassou muito as expectativas. Quando soube que ía ser apresentado na escola, disseram-me que era mais para o 2.º e 3.º ciclos. Reclamei e acrescentaram a apresentação a todos os ciclos.
Apesar de achar as histórias de difícil compreensão para alunos da faixa etária do 1.º e 2.º anos, achei importante assistir, já que considero que os alunos devem contactar com livros o mais cedo possível, para adquirirem o gosto pela leitura e pela escrita. Qual não é o meu espanto, quando constatei que não só absorveram muita informação das histórias lidas, como alguns adquiriram o livro.
Ontem, após a realização da ficha de avaliação intermédia de português, fiquei incrédula quando vi a Zaza, uma aluna de 7 anos, tirar o livro da mochila e começar a ler. Imediatamente pensei “tenho de registar isto”.
Tenho ouvido muitos comentários de pessoas mais velhas dizerem que gostam muito das histórias do livro, porque lhes fazem recordar a sua infância e as histórias contadas à lareira, mas a Zaza não tem raízes na região, a mãe é estoniana, o pai da zona de Carcavelos. Vê-se que é uma família que valoriza a natureza (os pais são aquele casal que retira óleo das estevas), a música e os livros.
Aqui fica o seu testemunho  e um desafio:

Chamo-me Zaza,  moro no Louriçal, tenho 7 anos  e comprei o livro “Dos Enxidros aos Casais: Histórias e gentes de São Vicente da Beira”.
A história de que eu mais gostei foi a do Chalim, porque no fim o Chalim dá uma tânjara e também porque afinal ele era bom homem, mesmo parecendo mau, por não o conhecerem bem.
Gostava muito que um desenho meu saísse no próximo livro.
Zaza.
M.ª da Luz Teodoro

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Recriar a agricultura

O aquecimento global e sobretudo um maior conhecimento estão a mudar a nossa agricultura tradicional.
Contaram-me que o sr.º Chico Ventura cultiva muitas das hortícolas durante todo o ano. Vindo de Angola, onde isso se faz, não ficou preso ao nosso tradicional e tantas vezes desnecessário calendário agrícola e tem legumes frescos todo o ano.
Há anos que me admiro da forma como os meus vizinhos cultivam os quintais: no fim do inverno já têm cebolas novas, plantam-se couves em qualquer época...
A última novidade é a batata-doce. Este ano também experimentei, embora o meu jardim-quintal comece a ser demasiado sombrio.
Em abril, coloquei batatas-doces em frascos, parcialmente mergulhadas em água. Os rebentos foram surgindo e, quando atingiam um palmo de altura, transplantava-os para a terra. Pegaram todos (é preciso manter a terra húmida) e no verão tive a terra do jardim atapetada com um lindo manto verde.
Já fiz parte da colheita. As mais produtivas são as que estavam bem expostas ao sol. Também precisam da terra cavada funda, bem mexida. Entretanto, contaram-me que em certas regiões do país se faz um cômaro e colocam-se plantas dos dois lados. As batatas desenvolvem-se dentro do amontoado de terra fofa.


José Teodoro Prata

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

19 anos!


Fotografias das obras de construção da nossa escola cedidas pelo José Manuel Santos

Parece que foi ontem, e já lá vão quase duas décadas, completadas na passada quinta feira! Grande, novinha em folha, bem apetrechada e cheia de crianças.


Atualmente já não são tantas, mas ainda foi preciso um bolo bem grande para chegar para todas.


Que venham mais dezanove! Foram os nossos votos. E quem sabe? O Adelino Costa diz que ultimamente a irmã tem tido muito trabalho na maternidade do Amato Lusitano: em média dois partos por turno. A manter-se assim, talvez a Escola não acabe tão cedo por cá…


M. L. Ferreira

sábado, 29 de outubro de 2016

A azenha dos meus sonhos

Há muitos anos, a ribeira entre o Violeiro e Almaceda era um meio gerador de economia e subsistência para a população. Ao longo da ribeira havia azenhas, lagares e hortas. No entanto, com a emigração nos anos 60, foi ficando tudo ao abandono. E mais tarde os incêndios destruíram o pouco que ainda se mantinha, agora o que resta são as ruínas e a beleza da paisagem que se renova sempre.

No entanto, uma filha da terra (Violeiro), Ester Grohe, emigrante na Suíça, e o seu marido reconstruíram a azenha da família, sendo esta a última a ter ficado inativa. Viveram muitos percalços para recuperar tradição e o ofício do seu pai moleiro. Mas realizou o seu sonho!

E nos dias 22 e 23 de Outubro, organizou um convívio aberto a toda a população, para mostrar todo o processo, desde a moagem dos cereais até à cozedura do pão. Estiveram presentes os presidentes das juntas de freguesia de Almaceda e São Vicente da Beira e ainda o presidente da Câmara de Castelo Branco.

Era bom que houvesse mais iniciativas destas, para trazer vida às nossas aldeias e preservar costumes e tradições.








 Célia Francisco