Enxidros era a antiga designação do espaço baldio da encosta da Gardunha acima da vila de São Vicente da Beira. A viver aqui ou lá longe, todos continuamos presos a este chão pelo cordão umbilical. Dos Enxidros é um espaço de divulgação das coisas da nossa freguesia. Visitem-nos e enviem a vossa colaboração para teodoroprata@gmail.com
terça-feira, 8 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
Ontem, na Partida
Como sempre, fomos bem recebidos no Pequeno
Lugar, uma casa que está cada vez mais bonita.
E foi um serão bem passado. Com muitas
histórias, conversas, gente bem disposta...
...interessada...
... e participativa. Para além das histórias que lemos, algumas das pessoas da
assistência ofereceram-nos outras que fazem parte das suas memórias mais
antigas.
O coro do nosso rancho ajudou, mais uma vez,
a abrilhantar a apresentação.
Para
além do convívio e da boa disposição, valeu também a pena porque se venderam
mais alguns exemplares do livro. Como sempre generoso, o povo da Partida!
M.
L. Ferreira
sábado, 5 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Pequenos leitores
O lançamento do livro “Dos Enxidros...”, está a revelar-se um fenómeno que já ultrapassou muito as
expectativas. Quando soube que ía ser apresentado na escola, disseram-me que
era mais para o 2.º e 3.º ciclos. Reclamei e acrescentaram a apresentação a
todos os ciclos.
Apesar de achar as histórias
de difícil compreensão para alunos da faixa etária do 1.º e 2.º anos, achei
importante assistir, já que considero que os alunos devem contactar com livros
o mais cedo possível, para adquirirem o gosto pela leitura e pela escrita. Qual
não é o meu espanto, quando constatei que não só absorveram muita informação
das histórias lidas, como alguns adquiriram o livro.
Ontem, após a realização da ficha
de avaliação intermédia de português, fiquei incrédula quando vi a Zaza, uma
aluna de 7 anos, tirar o livro da mochila e começar a ler. Imediatamente pensei
“tenho de registar isto”.
Tenho ouvido muitos comentários
de pessoas mais velhas dizerem que gostam muito das histórias do livro, porque lhes
fazem recordar a sua infância e as histórias contadas à lareira, mas a Zaza não
tem raízes na região, a mãe é estoniana, o pai da zona de Carcavelos. Vê-se que
é uma família que valoriza a natureza (os pais são aquele casal que retira óleo
das estevas), a música e os livros.
Aqui fica o seu
testemunho e um desafio:
Chamo-me Zaza, moro no Louriçal, tenho 7 anos e comprei o livro “Dos Enxidros aos Casais:
Histórias e gentes de São Vicente da Beira”.
A história de
que eu mais gostei foi a do Chalim, porque no fim o Chalim dá uma tânjara e
também porque afinal ele era bom homem, mesmo parecendo mau, por não o
conhecerem bem.
Gostava muito
que um desenho meu saísse no próximo livro.
Zaza.
M.ª da Luz Teodoro
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Recriar a agricultura
O aquecimento global e sobretudo um maior conhecimento estão a mudar a nossa agricultura tradicional.
Contaram-me que o sr.º Chico Ventura cultiva muitas das hortícolas durante todo o ano. Vindo de Angola, onde isso se faz, não ficou preso ao nosso tradicional e tantas vezes desnecessário calendário agrícola e tem legumes frescos todo o ano.
Há anos que me admiro da forma como os meus vizinhos cultivam os quintais: no fim do inverno já têm cebolas novas, plantam-se couves em qualquer época...
A última novidade é a batata-doce. Este ano também experimentei, embora o meu jardim-quintal comece a ser demasiado sombrio.
Em abril, coloquei batatas-doces em frascos, parcialmente mergulhadas em água. Os rebentos foram surgindo e, quando atingiam um palmo de altura, transplantava-os para a terra. Pegaram todos (é preciso manter a terra húmida) e no verão tive a terra do jardim atapetada com um lindo manto verde.
Já fiz parte da colheita. As mais produtivas são as que estavam bem expostas ao sol. Também precisam da terra cavada funda, bem mexida. Entretanto, contaram-me que em certas regiões do país se faz um cômaro e colocam-se plantas dos dois lados. As batatas desenvolvem-se dentro do amontoado de terra fofa.
José Teodoro Prata
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
19 anos!
Fotografias das obras de construção da
nossa escola cedidas pelo José Manuel Santos
Parece
que foi ontem, e já lá vão quase duas décadas, completadas na passada quinta
feira! Grande, novinha em folha, bem apetrechada e cheia de crianças.
Atualmente
já não são tantas, mas ainda foi preciso um bolo bem grande para chegar para
todas.
Que
venham mais dezanove! Foram os nossos votos. E quem sabe? O Adelino Costa diz
que ultimamente a irmã tem tido muito trabalho na maternidade do Amato
Lusitano: em média dois partos por turno. A manter-se assim, talvez a Escola
não acabe tão cedo por cá…
M.
L. Ferreira
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aniversário ebi são vicente da beira
sábado, 29 de outubro de 2016
A azenha dos meus sonhos
Há muitos anos, a ribeira entre o Violeiro e Almaceda era um
meio gerador de economia e subsistência para a população. Ao longo da ribeira
havia azenhas, lagares e hortas. No entanto, com a emigração nos anos 60, foi
ficando tudo ao abandono. E mais tarde os incêndios destruíram o pouco que
ainda se mantinha, agora o que resta são as ruínas e a beleza da paisagem que
se renova sempre.
No entanto, uma filha da terra (Violeiro), Ester Grohe,
emigrante na Suíça, e o seu marido reconstruíram a azenha da família, sendo
esta a última a ter ficado inativa. Viveram muitos percalços para recuperar
tradição e o ofício do seu pai moleiro. Mas realizou o seu sonho!
E nos dias 22 e 23 de Outubro, organizou um convívio aberto a
toda a população, para mostrar todo o processo, desde a moagem dos cereais até
à cozedura do pão. Estiveram presentes os presidentes das juntas de freguesia
de Almaceda e São Vicente da Beira e ainda o presidente da Câmara de Castelo
Branco.
Era bom que houvesse mais iniciativas destas, para trazer
vida às nossas aldeias e preservar costumes e tradições.
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